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Três startups que querem ajudar o setor industrial brasileiro em sua retomada

Startse

F(x), Nimbi e Precifica são startups que estão preocupadas com a queda do setor industrial brasileiro

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O cenário de crise na macroeconomia brasileira afetou diretamente os indicadores da indústria no país. Em pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), todo o faturamento do setor recuou 1,2% no mês de março em relação ao anterior. Além disso, o emprego, com baixa de 0,6% no período, caiu pelo 14º mês consecutivo.

De olho na atual conjuntura, startups de tecnologia buscam soluções inovadoras que sejam capazes de trazer o setor industrial de volta aos seus dias de ouro. Gustavo Caetano, CEO e fundador da SambaTech, conversa em uma aula grátis com Junior Borneli, co-fundador do StartSe, sobre a importância do fator inovação no desenvolvimento de qualquer tipo de negócio.

Selecionamos então três soluções que podem ajudar a indústria na alavancada de sua gestão e inovação.

Disrupção no acesso ao crédito

Em busca de qualquer perspectiva otimista, é necessária a retomada dos investimentos por parte da indústria. E em tempos de crise muitas vezes é preciso tomar crédito e ganhar fôlego para então investir.

“Em geral, o acesso ao crédito está muito mais restrito, fazendo com que o empresário desista de pegar um empréstimo ou então se comprometa com taxas muito altas”, explica Dan Cohen, financista e ex-sócio da gestora Hedging Griffo.

O empreendedor criou então a startup F(x), que mira facilitar a tomada de crédito aqui no Brasil. A plataforma conecta financiadores e empresas que precisam de crédito a partir do matching entre o perfil de ambos.

Cloud Computing na gestão de compras

Com dinheiro em caixa, investir em soluções que tragam agilidade e inteligência é uma forma de reduzir custos e ganhar fôlego para crescer.

“É necessário atacar onde estão os maiores gastos da indústria, e entre 60% e 70% de toda a receita está destinado para compras. Qualquer redução nessas aquisições é muito significativa para as companhias”, explica Carlos Campos, Sócio Diretor da Nimbi, empresa especializada em soluções na nuvem para a cadeia de suprimentos.

Um sistema de gestão de compras, por exemplo, reúne fornecedores e permite realizar diversas modalidades de leilão, além de solicitar informações, cotações e propostas ao mercado.

“Com isso é possível economizar até 30% em cada negociação, além de aumentar a produtividade da equipe de compras”, continua Campos, que atende grandes empresas como AVON, Raízen e Faber Castell.

Precificação de produtos e sortimentos

Outra solução para a indústria largar os aparelhos respiratórios é ter um termômetro de como seus produtos estão sendo trabalhados pelo varejo.

“O preço sugerido de um item é uma importante ferramenta para que os fabricantes possam fortalecer produtos e aumentar sua participação no mercado. Por isso, monitorá-lo no varejo é essencial para que o primeiro setor elabore as estratégias de venda como, por exemplo, atingir novas classes de um público-consumidor que não estavam no radar da companhia”, explica Ricardo Ramos, CEO da Precifica, empresa especializada em precificação inteligente.

Além de monitoramento, Ramos, que atende marcas como Whirlpool, Positivo e Lenovo, também indica a análise de sortimento como uma forma de cavar oportunidades.

“O relatório serve como alerta para o departamento comercial da indústria, que consegue descobrir quais itens de seu portfólio estão em falta e quais possuem maior aderência no varejo. É a motivação necessária para que vendedores atuem no sentido de realizar a reposição de estoque no ponto de venda”.

Essa matéria saiu também em:

Brasil247

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